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Artigos e Estudos Bíblicos - Louvor e Adoração, Estudo Biblico

 

Festival de desencontros
Por João de Souza

Durante anos venho mantendo a mesma postura diante do que escrevi em 1986 no livro Ministério de Louvor da Igreja, - primeiramente numa breve edição particular e depois, em 1988 quando foi editado pela Editora Betânia de Belo Horizonte. O princípio bíblico continua inexorável: O ministério daqueles que dirigem nossos cultos de louvor e adoração e dos cantores se eqüivalem ao ministério pastoral e da pregação da palavra de Deus.

Manter uma postura de jamais cobrar cachês e de exercer o ministério de louvor sem corromper-se com o mercantilismo tão em voga na igreja é tarefa hercúlea a todos os que querem comportar-se à luz da Bíblia. O tema - se devemos ou não cobrar cachês e consequentemente ingressos do povo - vem sendo discutido intensa e exaustivamente nos últimos anos com opiniões prós e contra de todos os que trabalham nessa área. Alguns cantores e ministros de louvor não cobram cachês e recebem ofertas dadivosas das igrejas - uma raridade (levando-se em conta que pastores conferencistas recebem pequenas ofertas), enquanto outros cantores exigem cachês, quase sempre altos, para se apresentarem algures pelo Brasil. Já ouvi que alguns cantores exigem o pagamento do cachê, em dinheiro, antes da apresentação, do contrário recusam-se apresentar-se diante da multidão que os espera. Uma barganha mercantilista revestida de muita carnalidade.

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Além é claro das exigências de hotéis, transporte, e de privacidade total. Por outro lado sou testemunha de verdadeiras raridades no meio evangélico: homens simples, verdadeiros ministros de Deus que vivem de ofertas e da venda de seus produtos - o que os leva a andarem no fio da navalha. Dentre essas raridades, no entanto, alguns cometem o erro de diretamente estipular um certo valor mínimo para a oferta que precisam receber. O que é uma lástima.

Se somos ministros de Jesus Cristo temos que espelhar-nos na vida daqueles que escreveram as primeiras páginas da história da igreja - Paulo, por exemplo, que não exigia para si além do que cobrisse suas imediatas necessidades. Jesus, que despiu-se de sua riqueza a favor dos pobres. Assim, a corrupção reaparece sob o véu da espiritualidade do ministério. Sofrer o dano, depender de Deus e manter-se incorruptíveis no meio dessa geração é tarefa para poucos.

Se nem mesmo Lúcifer (nome que não existe no original bíblico, mas um nome latino), o portador de luz, conseguiu manter-se incólume num ambiente de intensa e brilhante santidade, imagine os ministros de Deus aqui nessa terra em que a corrupção grassa o mais santo dos ministérios. "O sinete da perfeição, cheio de sabedoria e formosura" (Ez 28.12) apresentou sinais de corruptibilidade no Empíreo, e deveria servir de exemplo a nós, ministros, que pregamos e cantamos em encontros de louvor e adoração, e a todos os que à guisa de cobrir custos cobram ingressos tão altos que poucos conseguem de seus encontros e seminários participar.

A questão não é a cobrança de taxas para seminários de música, batalha espiritual, de casais, etc. - que poderiam ser evitadas se a igreja administrasse melhor seus recursos financeiros - mas a pressão econômica que exercem certos conferencistas nessas áreas fazendo exigências aparentemente simples, mas que no acerto de contas redundam em custos para as igrejas que os trazem às suas cidades. As igrejas deveriam precaver-se financeiramente e arcar com todas as despesas sem onerar os participantes, e todos poderiam assistir ou participar de nossos seminários com conferencistas vindos de fora. Mas a igreja também se tornou mercantilista à medida que se submete aos critérios apresentados por seus convidados.

Ora, qualquer pessoa que paga ingressos para assistir a uma noite de louvor com alguém famoso, sabe que está pagando para ter direito a um show. Às vezes o ministro de louvor ou conferencista, que não cobra cachê, nem sequer imagina que por trás de sua presença há um mercantilismo da igreja ou dos organizadores do programa. Assisti a um ministro de louvor, tentando fazer da reunião no ginásio um momento de adoração e louvor, com cânticos espirituais, procurando levar a multidão à presença de Deus. Mas todos pagaram para assistir a um show e o ministro, possivelmente, sequer sabia que não conseguiria seu intento de levar o povo a adoração. O espírito de show estava no ar.

O ministro, por sua vez, ao notar que o frenesi ocupava a platéia, cedeu e fez seu show particular! Como show foi nota dez! Alguns fatores identificam quando o encontro é um show e não um momento de adoração: Primeiro, a exclusividade do cantor ou ministro. Ele não fala com ninguém. Chega na cidade duas horas antes do encontro, e mal tem tempo de passar pelo hotel antes de se dirigir ao local do festival. Segundo, exige que somente ele se apresente na plataforma - ninguém pode fazer-lhe sombra.

Terceiro, ao terminar o show sai correndo e, cercado de seus seguranças livra-se de todos e corre para o hotel. Quarto, não se preocupa em se reunir com ministros de louvor e adoração nem com os pastores da cidade que organizam o evento.

Em outras palavras, chega em cima da hora e sai cedo de manhã. No caso específico que tenho em mente, o famoso cantor esquivou-se, ou foi esquivado por aqueles que o trouxeram de se encontrar com os próceres da música brasileira, vários deles, ali presentes.

Todos esperávamos que a presença de um ministro de louvor internacionalmente conhecido proporcionasse um tempo de encontro com a força de louvor da cidade, mas nada disso ocorreu. Cheguei à conclusão que o espírito de show pode corromper o mais santo dos homens tornando-o apenas um artista e não mais um ministro de louvor. Mesmo que o povo force-o a tal situação, seria seu dever corrigir a rota e aproveitar a oportunidade para ministrar às centenas de líderes que dele esperavam ouvir uma palavra de encorajamento e amor. Uma lástima que os livros indiquem uma coisa e a prática, outra bem diferente. Esse festival de desencontro não se encaixa no modelo bíblico ministerial. Não consigo imaginar o apóstolo Paulo chegando à minha cidade cercado de seguranças, pregando durante a noite e saindo correndo pela manhã sem ao menos instruir os pastores da cidade. Não consigo vê-lo fazendo exigências financeiras nem impondo regras que trouxessem benefícios apenas à ele, Timóteo, Silas e Lucas. Aliás, Paulo não se submeteia tampouco ao mercantilismo das igrejas, preferindo seguir para aquela cidadezinha perdida do interior a fim de proclamar a palavra de Deus.

Nós ministros de Deus, que pregamos sua palavra, que ministramos louvores nas igrejas e em congressos, que escrevemos livros (que é o meu caso), editamos cds e fitas, vivemos como se estivéssemos no fio da navalha, na corda bamba: o menor descuido e incorremos no princípio de Lúcifer; cometemos os mesmos erros denunciados tão bem pelos profetas Isaías e Ezequiel: perdemos nossasantidade, somos afetados pela corruptibilidade, pelo mercantilismo, e pior, pelo orgulho! Depois, resta-nos ouvir a advertência de Deus: "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas liras. Antes..." (Am 5.23).

Viajando pelo Brasil e ministrando nas mais diversas denominações sou testemunha de como o espírito de show tomou conta dos cultos, de como os negócios são mais importantes do que ficar ali junto à plataforma ou ao púlpito ministrando vida àqueles que vieram nos ouvir...Apesar de alguns quererem "tocar nossas vestes" é dever de todo ministro de Cristo gastar-se a favor das vidas, ministrando-lhes cura, perdão, arrependimento e amor. Depois de tantos anos de ministério posso relatar das inúmeras vezes em que famosos evangelistas chegam e saem, tomam a oferta e se vão sem sequer respeitar os obreiros de Deus na cidade; diria, sem ao menos levar em conta que ali existem homens de Deus que o respeitam e o admiram, e esperam dele um comportamento à altura de homem e ministro de Deus.

Nesse festival de desencontros, nós, os pastores, também nos chocamos e criamos atritos, daí a premente necessidade de rever com a máxima urgência alguns critérios ou até mesmo criar parâmetros claros para definir de que forma os homens de Deus devem ministrar aos membros de nossas igrejas; sem jamais, é claro, desrespeitar o profeta para que possamos receber também o galardão de profeta!

O assunto é amplo e envolve um estudo minucioso, à luz da Bíblia, do certo e do errado, do que é bíblico e aceitável e daquilo que é inaceitável em nossos dias. Mas deixo aqui a plataforma de onde podemos partir em busca de soluções.

Que Deus nos abençoe
João de Souza
http://www.vidanovamusic.com
ministerio@vidanovamusic.com

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