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só estão reproduzidos alguns artigos do Ramon. Se você
quiser ler todos os estudos de autoria do Ramon entre
neste link:
http://www.vidanovamusic.com/artigos.asp?nautor=7
Ministrando a Deus ou aos homens?
Por Ramon Tessmann
“...servindo
de boa vontade, como ao Senhor e não como a homens...” (Efésios
6:7).
As
dificuldades que um dirigente de louvor confronta
enquanto está conduzindo o povo na adoração
congregacional são inúmeras. Dentre as mais corriqueiras
e mais discutidas entre os líderes e dirigentes está a
excessiva preocupação com a aprovação e agrado dos
homens no que diz respeito a sua performance. Na
verdade, alguns expõem que a dificuldade está no fato de
que nos prendemos demais naquilo que nossos olhos
enxergam (o povo, o homem) e esquecemos de adorar “em
espírito e em verdade” (ou seja, não dirigimos o louvor
a Deus, mas ao povo).
Percebo que muitos dirigentes estão com o coração aflito
por causa deste problema. Eles estão com a consciência
pesada pois sabem que durante o culto se esquecem
(involuntariamente) dAquele que deveria ser o centro de
todas as atenções. Alguns já me confessaram totalmente
contristados: “Irmão, me ajuda porque eu não consigo me
concentrar em Deus, estou muito preocupado com as
pessoas!”.
Há algum tempo atrás enfrentei este problema. Sentia-me
culpado porque media o sucesso da minha direção na
resposta, no “feedback” da igreja. Se eu percebia que o
louvor estava fluindo e os irmãos estavam cantando
conosco com toda a avidez então concluía que Deus estava
“aceitando” a adoração. Se nalgum dia a igreja não
estivesse disposta a cantar, então era porque Deus não
queria ser louvado, não era dia de louvor, ou seja, os
ares espirituais estavam muito tenebrosos (que triste
conclusão!).
É um erro pensar que as músicas que agradam as pessoas,
são as mesmas músicas que agradam a Deus e são as mesmas
que Ele quer ouvir no mesmo momento em que as pessoas
querem ouvir. Às vezes, pecamos ao pensar que Deus é
apenas mais um na platéia, que a opinião de Deus tem o
mesmo peso que a opinião do irmão José. A voz do povo
não é a voz de Deus! O povo é o povo e Deus é Deus!
Muitas vezes já falei coisas durante o culto que
desagradaram a homens, mas agradaram a Deus. Por outro
lado, já falei palavras e cantei músicas para agradar a
homens e acabei desagradando a Deus (e por isso me
arrependo profundamente). Alguém poderia perguntar:
“Então quer dizer que só tenho que cantar e ministrar
palavras que desagradam os homens, para agradar a
Deus?”. Naturalmente, não. Haverá momentos que o que
Deus quer falar vai agradar os homens, vai levar o povo
à presença dEle. E aí haverá a tão desejada fluência no
louvor, porque a vontade de Deus vai ser valorizada, vai
ter peso. Já foi dito: “Porventura, procuro eu, agora, o
favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a
homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de
Cristo” (Gálatas 1:10).
O que quero trazer à luz neste artigo é que os
dirigentes de louvor devem estar mais preocupados com
Deus e sua vontade do que com o que o povo vai pensar ou
falar de sua performance. Assim os dirigentes podem
ficar mais descansados e em paz, pois fazer a vontade de
Deus é infinitamente melhor do que fazer a vontade dos
homens. Prefiro ser avaliado e julgado por Deus do que
pelos homens. Então, meu irmão, descanse em Deus e se
preocupe em ministrar a Ele. Deus é misericordioso, já o
povo não tem piedade (Marcos 15:14). Procure agradar a
Deus. Quanto aos homens... bem, prepare-se... algumas
vezes haverá críticas, insatisfação, desagrados,
julgamentos e condenações. Quanto a Deus... Ele estará
sorrindo para você!
Um abração em Cristo Jesus
Ramon Tessmann
Robôs adoradores
Por
Ramon Tessmann
Há
algo que Deus tem ministrado profundamente em meu
coração nos últimos dias. É impressionante como o povo
de Deus sabe tão pouco sobre Ele e têm tão pouca
intimidade com Ele. O povo de Deus tem dificuldade para
desassociar o conhecimento e a intimidade com Deus das
atividades ou reuniões da igreja.
Deus falou isso ao meu coração. Alertou-me. Porque eu
estava seguindo neste perigoso caminho robótico,
mecânico e frio de permanecer apenas executando as
atividades da igreja. Pensava eu que este trabalho todo
traria intimidade com Deus. Pensava eu que trabalhando
para Ele eu conseguiria ser um amigo mais íntimo.
E fui mais longe. Pensava eu que ficar ouvindo músicas
evangélicas o dia todo traria intimidade automática.
Achei que tocar e cantar músicas de conteúdo cristão por
si só já faria com que eu mergulhasse nas profundezas de
Deus. Rompi todos os limites quando pensei que somente
indo aos cultos já era o suficiente para que um dia Deus
me revelasse coisas inefáveis escondidas em Seu coração.
Com 26 anos de igreja percebi que nada do meu trabalho
iria ajudar alguma coisa no meu relacionamento com Ele
se eu não me dispusesse a conhecer o coração Dele. Ele é
meu Pai, não meu patrão, ora bolas! Não quero ter um
relacionamento com Deus de patrão – empregado, e sim de
Pai - filho!
Deixe-me ser prático. Ás vezes quando eu chegava em casa
de uma reunião na igreja eu pensava: “Ah, não preciso
falar com Deus antes de dormir. Estava até agora
trabalhando na obra Dele”. Quando vamos aprender que
trabalhar para Deus não é o mesmo que amar e se
relacionar com Deus??? Quando vamos aprender que Deus
prefere que falemos com Ele, que o relacionamento vem
antes do trabalho?
Então um dia desses resolvi fazer algo diferente. Ao
invés de me deitar na cama e ligar a televisão do
quarto, meditei na Palavra de Deus. Depois apaguei a luz
e comecei a falar com o Espírito Santo. Foi uma
experiência incrível sentir que a Presença Dele estava
ali. Na verdade Ele sempre está conosco (Mateus 28:20),
nós é que somos insensíveis demais para perceber, ou
simplesmente para crer. Ou somos preguiçosos demais para
buscar, ou materialistas demais para entender as coisas
espirituais. Você pode ser incrédulo como Tomé ou
teológico como Nicodemos. O fato é que precisamos
detectar os muros que nos impedem de mergulhar na
profundidade de Deus. Precisamos quebrar aquilo que nos
leva a ser meros robôs evangélicos.
Deus é muito profundo, muito maravilhoso. Mas para
descobrirmos a intimidade Dele precisamos buscar, buscar
e buscar. Não somente através de rituais, cultos e
reuniões. Mas com o coração ardendo em qualquer lugar.
Desde aquele quartinho escuro de sua casa, o seu
escritório, até a biblioteca de sua escola, são lugares
que podem se tornar lugares de adoração (Jo 4.21).
Não seja um mero robô adorador, que está programado
apenas para ir aos cultos ou trabalhar para a igreja.
Você foi programado por Deus para ser um adorador
espontâneo, solto e livre como um pássaro. E você
precisa conhece-Lo não apenas de ouvir falar, mas de com
Ele estar.
Acredite, conhecer a Deus e Sua intimidade é algo que
vale a pena fazer... (Lc 10.41,42)
Um abração em Cristo Jesus
Ramon Tessmann |